29 novembro, 2015

Becoming "raw"

                                     
                     

No início de Setembro decidi que queria experimentar uma alimentação mais crua. Como adoro desafios, desafiei-me a experimentar fazer uma alimentação 80% crudívora (raw) durante o mês inteiro. Foi relativamente fácil começar  porque a minha alimentação 100% vegetariana já incluía uma percentagem grande de frutas e vegetais, de modo que foi até entusiasmaste e libertador. Ao fim de dias comecei a sentir a diferença no meu corpo. Desinchei bastante, comecei a ir regularmente á casa de banho (não querendo entrar em pormenores, mas fiquei surpreendida quando percebi que nesse  aspecto não era nada saudável). Ao fim de duas ou três semanas sentia-me mais leve e cheia de energia. Treino vários dias por semana e estava mais motivada do que nunca. Sem me aperceber perdi quase 5 kg num mês e meio. Fui a uma consulta de rotina e quando me pesei nem quis acreditar, tanto que a médica me pesou em duas balanças porque eu teimei que a dela  não estaria bem. 
Perder peso não era um objectivo para mim, posso até dizer que toda a gente notava que eu estava mais magra e toda a gente o dizia com um ar preocupado, pois eu já era magra. O que me deixou bastante contente foi que nessa consulta, a médica mediu-me e disse que eu estava óptima. Menos 6 cm na cintura e apesar de magra, o IMG e IMC estavam perfeitos. Fiquei satisfeita. Estava a perder o que não interessava.
As pessoas também me diziam que eu estava diferente, tinha bom ar. A minha pele estava fantástica etc.. etc... em um mês e meio.

Não vos vou mentir, ao fim de 1 mês  as coisas mudaram.
Durante esse tempo nunca fiz uma alimentação 100% crua. De vez em quando colocava um tofu fumado na salada ou seitan a acompanhar. Ainda assim foi uma mudança muito brusca e ao fim desse mês comecei a ter sérias quebras. Tonturas, vertigens, cansaço, sono.. não estava bem. Comecei a ficar sem energia.

Comprei umas vitaminas B e melhorei ligeiramente, mas não completamente. Falei com uma pessoa especialista em nutrição e alimentação crudívora ( a Zlati) que me aconselhou entre outras coisas a não fazer a passagem rapidamente demais.

Nunca pensei em desistir de fazer uma alimentação mais crua porque os benefícios tinham sido visíveis rapidamente, mas não há como descuidar com a alimentação. A fazer, tem que ser bem.  

Mudei os meus hábitos alimentares. Eu estava a emagrecer e isso poderia ser devido a não estar a comer a variedade e quantidade necessárias para o meu dia-a-dia. Comecei a variar bastante o que comia. E a comer mais quantidades. De manhã é obrigatório para mim beber um sumo gigante ou um super batido de frutas e legumes. É a minha refeição favorita do dia. Acordo e sinto-me super motivada para sair da cama e ir preparar o meu pequeno almoço. ADORO! Ao almoço, por norma escolho fruta. Tento variar todos os dias e estou a aprender as melhores combinações de modo o potenciar os nutrientes e ajudar na digestão. Lanche é obrigatório. Ao jantar opto mais por saladas. Tento variar bastante e incluir novos vegetais que não estou habituada a comer assim, em estado cru.

A minha saúde voltou ao que era. Neste momento sinto-me cheia de energia e motivada para continuar. Cheia de dúvidas e constantemente á procura de respostas, mas a descobrir novos sabores e novas maneiras de comer. Estou a adorar explorar esta nova forma de viver. Não sou a 100% , mas posso dizer que neste momento faço uma alimentação 80% crua e cada vez tenho mais vontade de aumentar essa percentagem. Penso que não conseguirei voltar a comer o que comia. 
A minha forma de olhar para os alimentos está a mudar, tal como o meu paladar. Estou mais intolerante aos doces e ao sal, eu que sempre fui gulosaaaaa e salenta! 
Há coisas que adoro e que já não pondero comer. E outras que passei a querer...
Hoje senti desejos de batido de banana e abóbora e dei por mim a rir disso. 

A melhor coisa disto tudo é como a nossa relação com a comida muda.
Pela primeira vez na vida, de há muitos anos para cá, sinto-me livre quando como. 
Percebem isto? Eu passei anos e anos da minha vida a adorar comer mas a sentir-me culpada por comer. E o pior é que olho á minha volta e vejo toda a gente assim. As pessoas comem e estão a pensar no que engorda ou se faz mal... é angustiante! Hoje como sem medos, sem culpas. Como quanto e quando quero. Como apenas com prazer. Quão libertador isto é? Eu tive muitos problemas com a alimentação no passado e só recentemente comecei a falar mais abertamente sobre isso. Talvez por isso eu esteja a gostar tanto desta fase porque agora realmente posso comer e sentir prazer no que como. Posso comer tudo na quantidade que eu quiser sem correr risco que me faça mal ou engorde. Como não continuar? E tudo o que eu como me faz bem! É de facto uma alimentação de abundância, não de privação.


Estou a começar a preparar-me para correr uma maratona em 2016. Como vou conciliar esse enorme desafio com esta alimentação? Eu sei que é possível, mas preciso ser focada e motivada e isso é um grande desafio. Mas eu já disse que gosto de desafios?
Dezembro vem aí e vou entrar com os dois pés :)  go raw

Quem se junta?



Bacci
Yola

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