27 agosto, 2015
#freeletics
Vai-se lá saber porquê, mas eu insistoooooo que quero fazer exercício físico e ser toda fit. Mas a minha alma é gorda e preguiçosa.....
14 agosto, 2015
Prometi não chorar.
Como seria se soubessem exactamente quanto tempo vos falta com alguém?
Se soubessem que daqui a umas horas seria o abraço final?
Que este seria o último passeio, o último segredo, o último silêncio, o último olhar.
Que este seria o último beijo, que nunca mais seria possivel sentir o bater do coração.
Como seria o último passeio? Onde? durante quanto tempo? Por quanto tempo aguentariam abraçados?
Que segredo contariam um ao outro? Como seriam os silêncios? Os silêncios que dizem tudo não dizendo nada. E onde cada segundo conta.
Quanto caberia num olhar? Num beijo?
O que é que mudaria se soubessem?
Se soubessem que aquele é o último momento que vos resta... que depois disso ficará um aperto recheado de saudades e memórias. De e se's...?
Se soubessem exactamente qual o momento em que terão de dizer Adeus e deixar partir.
A nossa vida é perfeita. Confrontamo-nos com a possibilidade da morte todos os dias da nossa vida. Sabemos que morreremos, que todos e tudo á nossa volta morrerá. O facto de o sabermos a cada dia é como que uma oportunidade de nos habituarmos á ideia, para que se torne suportável. Sabemos que poderá acontecer, mas não sabemos quando. Deste modo vamo-nos habituando á ideia e a tristeza vem em pequenas doses de medo, mas nunca suficientemente grandes para nos impedir de viver. Se soubéssemos o momento, aí toda a nossa vida seria condicionada por esse momento.
Então não sabemos. Vamos vivendo no limite, sabemos que pode ser a qualquer momento. Desejamos que nunca seja já.
Se soubéssemos que seria daqui a um dia, a duas horas, a três minutos? Como escolheríamos passar esse dia, essas duas horas, esses três minutos?
Nós fomos dar um último passeio. Prometi não chorar quando chegasse a hora. Sabia que seria daí a duas horas.
Guardo o último olhar, o último abraço, o último segredo, o último sorriso, o último passeio. Guardo a vontade de ter feito mais, mais vezes. Viver como se fosse sempre o último dia. Fica sempre algo por dizer, por fazer, por abraçar. Mas dei o último abraço, consciente que não haveria mais nenhum. E dei-o por todos os últimos abraços que não pude dar. Para que os levasses contigo.
Eu sei que prometi...
Mas não consegui cumprir a minha promessa.
Até um dia
01 agosto, 2015
Vegando por aí
Hoje faz exactamente 1 ano que me tornei vegan. Em Outubro farão 13 anos que comecei esta jornada. Comecei a tornar-me vegetariana aos 18 anos.
Um dia li "A lua de Joana" , teria talvez os meus 13, 14 anos e pensei pela primeira vez neste assunto. Cresci a ouvir falar sobre vegetarianismo, pela boca do meu tio. Mas a verdade é que a motivação certa, a ética, só quando li "A lua de Joana" é que a percebi. Só aí percebi que o vegetarianismo não tem nada a ver com comer saudável. Foi só aí que pensei pela primeira vez no que está realmente por trás disto. Ainda melguei a minha mãe uns anitos, sem sucesso. É que há 13 anos as coisas eram diferentes. Um dia ela perguntou-me o que eu queria como prenda de 18 anos e eu disse " Quero ser vegetariana". Queria que ela me deixasse ser quem eu era. E deixou.
Deixei primeiro a carne, passados uns anitos o peixe e por aí fora até ter 30 anos e perceber que não me faria sentido continuar a comer certas coisas. Foi só quando me tornei vegana que percebi a diferença entre veganismo e vegetarianismo. ( como aliás podem ver AQUI ) e percebi que até era muito mais vegana do que vegetariana, mas que o que me faltava para ser vegana era de facto tornar-me vegetariana. Confuso? Deixei de ser ovo-lacto-vegetariana e tornei-me vegetariana. Mas veganismo não tem nada a ver com comida e eu já era bastante vegana. Na verdade estes conceitos não eram tão claros para mim como pensei serem. Dei o passo que me faltava. Mudei a minha vida e tenho muito orgulho da decisão que tomei mas o caminho ainda é longo.
Celebrar o tempo de vegetarianismo pode parecer estúpido, e é. Não interessa o grau ou o tempo. Interessa que haja consciência e que se comece a tomar acção. Interessa a motivação. Interessa a luta de cada um. Mas porque foi a melhor decisão que tomei na minha vida e é algo de que me orgulho muito, festejo. E festejarei. Festejarei sempre que conseguir. Falarei sobre o assunto mesmo que chateie algumas pessoas e que outras não compreendam. Mais não seja para poder partilhar e motivar alguém, porque eu também um dia fui motivada. Quero o melhor para mim, mas acima de tudo desejo o melhor para os outros, por isso sou vegetariana.
Love u all
Subscrever:
Comentários (Atom)


